Esse último texto não está com a mesma fonte que os outros.
Não escrevi no texto em que citei algumas das minhas manias, mas quero deixar claro aqui que eu estou extremamente impaciente com esse acontecimento, porque não suporto ter apenas UMA palavra com a fonte diferente das demais.
Pronto. Desabafei. Acho que posso voltar a postar por aqui.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
A reviravolta de uma dama.
Ele era aquele típico menino de dezoito anos de classe média: ouvia as músicas que estavam na moda, passava a maior parte do tempo livre na internet conhecendo meninas pelo Orkut. Foi assim que Lucas conheceu Ana.
Ela sempre foi tímida. Nunca ousou insinuar-se para um garoto ou fazer qualquer coisa que fugisse do padrão de menina de família. Não se divertia. Até que, por influência de novas amizades, decidiu retornar a visita de um menino, que achou interessante, numa página da internet.
Ele se adiantou e logo deixou um recado. Ela gostou e assim Lucas e Ana começaram a se falar com frequência.
Ela quis conhecê-lo pessoalmente (na verdade, ela queria um pouco mais que isso), mas ele só tomou a atitude que ela esperava, na segunda vez que foram ao cinema. Foi um pouco frustrante. Ana esperava mais. Ainda mais que ele era o primeiro menino com que se relacionava depois que mudou a perspectiva da vida que levava.
Mesmo assim, ela se manteve firme nas investidas em Lucas. Ele pouco correspondia. Toda essa situação era muito nova para Ana, que se sentia insegura. Até que ela resolveu partir para o tudo ou nada. Perguntou se ele queria manter um relacionamento aberto. Ele respondeu que seria ótimo. Ela acreditou.
Depois de um tempo, Lucas começou a demonstrar interesse em firmar um compromisso mais sério. Ana encheu-se de esperança, no fundo, ela continuava sendo aquela menina romântica. Por mais que ele não fosse a descrição fiel do seu homem ideal (na verdade, nem chegava perto da lista de características que ela tinha em mente), ela ficava feliz por saber que seus investimentos dariam certo.
A única coisa que Lucas esqueceu de mencionar, foi que o compromisso que ele queria era com outra pessoa. Lucas começou a namorar uma menina bem mais nova, com um intelecto digno de uma criança.
Ana ficou devastada. “Como ele pôde?” – questionava as amigas. Passou uma semana inteira xingando Lucas. Ele tinha sido sua primeira desilusão amorosa. Primeira de algumas outras que ainda viriam. Mas agora ela estava mais forte.
Ela passou por traições de todos os tipos. Foi julgada por amigos e família. Mas ainda assim, sentia-se muito mais feliz agora.
Ana aprendeu com Lucas, amigos e família que deveria fazer o que desse vontade sempre, mesmo que as consequências fossem árduas. Elas a fariam amadurecer.
Conseguiu o que queria. Estava em paz. Estava livre.
"Voltar atrás. Ou então, decida por não me ver jamais."
sábado, 4 de dezembro de 2010
Eu tenho um segredo.
Gosto de levantar das mesas de restaurantes em horas redondas.
Não uso roupa inédita na última semana do mês.
Preciso que escondam de mim saleiros que tenham arroz, passo horas querendo separar o sal do arroz.
Tenho pavor de limão no meu copo.
Entro no elevador e se for eu quem apertou o botão do andar, tenho que apertar todos os outros.
Passo minhas calcinhas com medo de bactérias.
Só durmo com a TV ligada, mesmo que sem som.
Só durmo com o som do ventilador / ar condicionado.
Vejo rostos em qualquer rabisco, muro, foto, quadros, gotas d'água, nuvens e afins.
Dificilmente termino de ouvir uma música.
Nunca pego o primeiro ônibus que passa.
Fico de pé no ônibus com dois pontos de antecedência.
Só começo a ler um livro depois de ler todas as informações de ilustrações, editores, autor, impressão, distribuição, tradução e sinopse.
Coloco DVD's pra assistir e sempre pauso antes de aparecer o nome do filme e bebo um copo d'água.
Não sou hipocondríaca, mas não posso ver Dorflex que eu tomo.
Pipoca doce só se for depois da salgada.
Vejo hora igual ao minuto e faço um pedido.
Canto com os olhos fechados pra sentir a música.
Pinto as unhas de uma cor e se uma sair errada, tiro tudo e faço de novo.
Tomo banho no modo automático.
Sempre molho o pé antes de qualquer coisa.
Sempre seco o rosto antes de qualquer coisa.
Não durmo de cabelo molhado.
Nunca saio de casa sem lápis no olho.
Pelo que parece, sou alérgica a minha lágrima.
Quis chorar, mas consegui sorrir.
Não uso roupa inédita na última semana do mês.
Preciso que escondam de mim saleiros que tenham arroz, passo horas querendo separar o sal do arroz.
Tenho pavor de limão no meu copo.
Entro no elevador e se for eu quem apertou o botão do andar, tenho que apertar todos os outros.
Passo minhas calcinhas com medo de bactérias.
Só durmo com a TV ligada, mesmo que sem som.
Só durmo com o som do ventilador / ar condicionado.
Vejo rostos em qualquer rabisco, muro, foto, quadros, gotas d'água, nuvens e afins.
Dificilmente termino de ouvir uma música.
Nunca pego o primeiro ônibus que passa.
Fico de pé no ônibus com dois pontos de antecedência.
Só começo a ler um livro depois de ler todas as informações de ilustrações, editores, autor, impressão, distribuição, tradução e sinopse.
Coloco DVD's pra assistir e sempre pauso antes de aparecer o nome do filme e bebo um copo d'água.
Não sou hipocondríaca, mas não posso ver Dorflex que eu tomo.
Pipoca doce só se for depois da salgada.
Vejo hora igual ao minuto e faço um pedido.
Canto com os olhos fechados pra sentir a música.
Pinto as unhas de uma cor e se uma sair errada, tiro tudo e faço de novo.
Tomo banho no modo automático.
Sempre molho o pé antes de qualquer coisa.
Sempre seco o rosto antes de qualquer coisa.
Não durmo de cabelo molhado.
Nunca saio de casa sem lápis no olho.
Pelo que parece, sou alérgica a minha lágrima.
Quis chorar, mas consegui sorrir.
sábado, 27 de novembro de 2010
Tempos de Paz.
Gostaria que dessem uma olhada nesses dois textos:
Banalizando a vida. e Violência no Rio de Janeiro.
Os dois juntos conseguiram sintetizar, perfeitamente, meus sentimentos e opiniões.
Os textos são da Thaís e da Isabel, respectivamente.
Banalizando a vida. e Violência no Rio de Janeiro.
Os dois juntos conseguiram sintetizar, perfeitamente, meus sentimentos e opiniões.
Os textos são da Thaís e da Isabel, respectivamente.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Mesa molhada
Se você já sentou numa mesa de bar, talvez me entenda.
Sabe quando você bebe seu chopp delicioso, e quando o garçom leva sua tulipa de volta a mesa fica marcada com o suor do copo?ui. Então, essa foi a inspiração para esse texto.
(Sim, eu viajo em qualquer lugar, minhas inspirações são muito variadas.)
Existem pessoas que são como os chopps: deliciosas enquanto duram e acabam com certa rapidez; mas deixam marcas. Algumas dessas marcas só permanecem até o próximo chopp chegar, ou se o garçom secar a mesa. O problema é quando a mesa é de um material fraco e fica manchada para sempre.
E dificilmente alguém gosta dessas marcas. Às vezes a gente usa até um produtinho mais especial pra ver se sai, e nada. Aí, o jeito é aprender a lidar com as manchas, e fazer com que elas se tornem enfeites de mesa.
"Diga ao primeiro que passa; que eu sou da cachaça mais do que do amor.''
Sabe quando você bebe seu chopp delicioso, e quando o garçom leva sua tulipa de volta a mesa fica marcada com o suor do copo?
(Sim, eu viajo em qualquer lugar, minhas inspirações são muito variadas.)
Existem pessoas que são como os chopps: deliciosas enquanto duram e acabam com certa rapidez; mas deixam marcas. Algumas dessas marcas só permanecem até o próximo chopp chegar, ou se o garçom secar a mesa. O problema é quando a mesa é de um material fraco e fica manchada para sempre.
E dificilmente alguém gosta dessas marcas. Às vezes a gente usa até um produtinho mais especial pra ver se sai, e nada. Aí, o jeito é aprender a lidar com as manchas, e fazer com que elas se tornem enfeites de mesa.
"Diga ao primeiro que passa; que eu sou da cachaça mais do que do amor.''
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Com amor, sua pequena.
Escrevia por saudade. Vontade de encontrá-lo e dizer-lhe tudo que era preciso, mas não era possível. Então, escrevia.
O primeiro beijo é sempre inesquecível, assim como o primeiro amor. A primeira vez que seu coração parecia a bateria de uma escola de samba em fevereiro, batia mais rápido que o habitual.
Ele foi seu primeiro namorado. Primeira experiência como casal. Ela era nova, treze anos. Ele também. Sempre que se lembra deste ano, sente uma emoção difícil de explicar.
Viveu com ele momentos mágicos. As horas voavam naquelas salas de aula.
Mas ele a traiu com sua irmã. Ela a traiu com seu inimigo. O perdão veio com o tempo. Agora eram amigos. Bons amigos.
Cada um começou a namorar pessoas que não eram amigas em comum. Passaram-se anos. Perderam o contato, a namorada dele não queria que eles fossem amigos. E para o bem de seu relacionamento, ele a esqueceu por completo.
Os namoros acabaram. Ela voltou a procurá-lo e ele se deixou encontrar. A amizade deles pareceu nunca ter dado um tempo. E aos dezoito anos, voltaram a se relacionar. Agora, era um homem e uma mulher. Foi mais rápido que a primeira vez. Na verdade, foi muito rápido: um dia. Um dia que ela guardava com carinho incondicional. Ela achou que depois desse dia, eles reescreveriam suas histórias juntos.
Eis que ele se envolve com outra mulher. Sua relação ficou séria e mais uma vez, ele a esqueceu. Disse-lhe que foi pelo mesmo motivo daquela segunda namorada. Ela não acreditou mais. Estava certa que lhe causava algum tipo de mal estar. Talvez fosse mais fácil para ele não estar com ela por perto. Mais seguro.
Mas ela cansou. Cansou de ser dele em tempo integral e isso não ser recíproco. Decidira que iria se esforçar ao máximo para não pegar o telefone e ligar para ele quando ouvir Legião Urbana, quando fizer pipoca de madrugada assistindo Tomates Verdes Fritos pela milésima vez ou quando viajar para Cabo Frio em julho, naquela chuva fria.
Ela sabe que todo esse esforço não será válido quando eles se encontrarem na rua. Aquele jeito desleixado de andar, que nunca mudaria, a encantava. O cabelo desarrumado como se tivesse acabado de acordar. A mochila semi-aberta porque, provavelmente, estaria atrasado, dormira demais. Ela sentiria os mesmos calafrios que sentia há anos atrás. O suor nas mãos seria conhecido, mas já não se lembraria. O sorriso, por mais que tentasse o contrário, insistiria em ficar maior na medida em que ele se aproximasse.
Os anos vão passar. Eles vão casar e ter filhos lindos com pessoas maravilhosas que vão amar muito. Independentemente disto, ele será, para sempre, seu primeiro beijo, o primeiro namorado. E ela dirá às amigas: ele foi o meu primeiro amor.
sábado, 6 de novembro de 2010
Medo.
Ultimamente tenho sentido pavor de envelhecer. Sempre tive vontade de parar nos dezessete. Já passou. Não a vontade, mas a idade.
Não me considero velha, isso seria, no mínimo, estupidez; mas começo a ficar com medo de não aproveitar o que a juventude me oferece de forma plena. Ou então, de fazer trinta anos e ainda querer curtir a noite - tiazona da balada, como diriam.
Já conversei com algumas pessoas sobre isso. Não discordaram muito. Um deles foi um pouco mais dramático e pensou como seria, caso fosse atingido por uma bala no peito sem ter curtido nada da vida. Pelo visto, essa aflição não é privilégio meu.
De repente, é por isso que eu e mais uma amiga em especial - que eu não vou citar o nome - estamos fazendo as coisas que dão vontade, estando ciente das consequências (em alguns casos), mas não tendo medo delas. Isso pode acabar num estupro coletivo, mas quem liga? Tá, essa parte é brincadeira, eu ligo sim!
Parece que tudo que está acontecendo pode nunca mais se repetir. E depois, como faz com o arrependimento por não saber como seria? Aí já era, manolo.
1 - não magoar ninguém, na medida do possível;
2 - Não providenciar um sequestro para as amigas.
Tudo ok pra você, amiga que eu não vou citar ?
Então, ta combinado o Plano Infalível n° 6669.
Não me considero velha, isso seria, no mínimo, estupidez; mas começo a ficar com medo de não aproveitar o que a juventude me oferece de forma plena. Ou então, de fazer trinta anos e ainda querer curtir a noite - tiazona da balada, como diriam.
Já conversei com algumas pessoas sobre isso. Não discordaram muito. Um deles foi um pouco mais dramático e pensou como seria, caso fosse atingido por uma bala no peito sem ter curtido nada da vida. Pelo visto, essa aflição não é privilégio meu.
De repente, é por isso que eu e mais uma amiga em especial - que eu não vou citar o nome - estamos fazendo as coisas que dão vontade, estando ciente das consequências (em alguns casos), mas não tendo medo delas. Isso pode acabar num estupro coletivo, mas quem liga? Tá, essa parte é brincadeira, eu ligo sim!
Parece que tudo que está acontecendo pode nunca mais se repetir. E depois, como faz com o arrependimento por não saber como seria? Aí já era, manolo.
Eu quero ir mais ao fundo. Sem nóias.
Vamos fazer as titicas que pudermos, com dois únicos limites :1 - não magoar ninguém, na medida do possível;
2 - Não providenciar um sequestro para as amigas.
Tudo ok pra você, amiga que eu não vou citar ?
Então, ta combinado o Plano Infalível n° 6669.
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