segunda-feira, 30 de maio de 2011

Back to me.

 Chega de declarações, agora eu vou voltar a delatar minhas injúrias.

 Eu estou com um problema de superação. Não, não é que eu precise superar alguma coisa ou superar alguém.. O problema é que eu não quero que as pessoas me superem. É simples: Não quero que um amigo que eu briguei arrume outro amigo. Não quero que um ex rolo/namoro/sexo arrume outro rolo/namoro/sexo. Quero que as pessoas pensem em mim pra sempre. Quero que elas não  me esqueçam.
 Por mim, eu seria aquela personagem dos filmes que causa insônia no protagonista, aquela que não deixa com que ele move on with his life, só pelo simples fato de já ter passado em sua vida. Me irrita o fato de já ter escutado : "Nunca vou te esquecer" e no ano seguinte, ver o safado com outra no shopping.
 Tá, um ano é coisa pra cacete.. mas porra NUNCA é nunca.. é pra sempre.. E tudo bem que eu tenha esquecido, talvez nem lembre o nome do cidadão, mas ele tem a obrigação de lembrar de mim.
 Então façamos assim: seja você um amigo, um namorado, ou um simples conhecido não venha me dizer que eu sou inesquecível e única. Eu não sou única, e você, impreterivelmente, vai me esquecer.

 Bem, acho que estou de volta com o blog.

 Sinto que depois desse texto, vou perder meus amigos e namorado. Mas não tenham medo dessa minha doença, ela não é contagiosa.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

E a nossa estrela...

Saudade das preocupações banais. Saudade da briga mais idiota que as paredes daquele colégio já presenciaram. Saudade da ingenuidade dos doze anos. Saudade da idéia de Eterno aos quatorze. Saudade daquela outra saudade, aquela que ainda era fresca, que as memórias ainda eram recentes, aquela dos dezesseis. Saudade dos arrependimentos e recomeços quase contemporâneos dos dezoito.
 Analisando por esse lado, a gente cresceu juntas. Sonhamos coisas parecidas, nos desiludimos com coisas parecidas. Neste fim parcial, rumos diferentes. Obviamente, outros fins parciais acontecerão e os destinos podem voltar a andar juntos.
 Passar vergonha e por problemas são tão comuns que, felizmente, fazem os momentos belos serem exaltados e lembrados com certa perfeição. Descobertas feitas mutuamente. Experiências divididas. Mudanças. E quantas mudanças... Foram físicas e psicológicas. Para as outras pessoas, as aparências foram mais impactantes, mas a gente sabe o que o amadurecimento tardio e ao mesmo tempo precoce representa pra nós, enquanto pessoas e enquanto amigas.
 Quero ter você de volta, mas não sei como seria. Não sei se seria possível. Na verdade, eu quero o tempo de volta, porque no passado eu te tinha e era perfeito.

 Não me peça pra voltar. Peça, Peça.

... nunca vai cair. 


E nesse clima de dedicações, este é pra você, Peça.
<3 Thaís.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quiçá

Quero que você me deixe despenteada.
Quero suar.
Quero que você me arraste pro chuveiro e molhe meu cabelo, mesmo que eu diga “não”.
Quero que você me deixe sem ar me fazendo cócegas, mesmo que eu grite “pára, sério”.
Quero que você me reflita.
Quero que você me mate de vergonha gritando comigo na rua.
Quero que você me irrite dizendo que estou errada, quando eu sei que estou certa.
Quero que você não gaste dinheiro comigo, a menos que estejamos na Páscoa.
Quero que você não economize carinhos e beijos.
Quero que você saiba que estou diferente, mas não precisa adivinhar o nome do esmalte.
Quero que sinta ciúme, mas que não sufoque.
Quero que minta pra mim quando necessário.
Quero que possa falar a verdade sempre.
Quero que me ligue de madrugada só pra me contar da luta que eu perdi.
Quero que durma assistindo filmes cults no meu quarto.
Quero que grite no meu ouvido quando eu desmaiar.
Quero que você faça mais sexo comigo do que com qualquer outra.
Quero que duvide da minha sanidade.
Quero que me surpreenda.
Quero que ria se eu passar vergonha.
Quero que me passe tranqüilidade se eu ligar chorando.
Quero que atrapalhe meu espirro.
Quero que me chame de chata sorrindo.
Quero que diga me amar chorando.
Quero beijos no portão.
Quero perder horas fazendo nada com você.
Quero que a gente beba até passar mal.
Quero que a gente ria até faltar ar.
Quero que você me ame.
Quero que me faça amar.
Quero que me faça amor.
Quero morrer de amor.
Como eu esperaria menos da perfeição?

Dedicado à perfeição

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Because maybe,

 Foi tudo tão de repente. Justamente no momento que eu precisava de você. Eu queria achar alguém pra chamar de amigo. E você me encontrou. Quase que esse encontro não acontece. De última hora, o destino resolveu colocar você na Pasteur, na 210. Para a felicidade deste pequeno ser que vos escreve.
 Fiquei surpresa. A sua aparência bruta, revoltada esconde muito bem - pausa no texto pra salvar a moça no metrô - - no dia seguinte ... - um mar de sentimentos bonitos e nobres. Em poucos dias você me fez chorar, perder as palavras, rir até a barriga doer e até, sem querer, conhecer sua mãe.
 Não sei se ainda acredita que a Solidão pode te alcançar, mas se esse medo continuar existindo, segura a minha mão, eu te dou um abraço e mudo de lado na calçada pra você se sentir mais seguro. É capaz de você cansar de todo afeto que tenho disponível pra oferecer.
 Muito mais que um bode-expiatório ou um objeto de ciúme. Não, você representa mais que isso. Representa um novo conceito de amizade: "Se você me dá seu coração, eu te dou o meu. Simples. As pessoas que complicam muito as coisas."
 Se tem alguém que precisa agradecer, sou eu. Então, vamos lá..
Obrigada, Amizade. Obrigda, Vinicius Uzêda sem acento no i e com acento no e.

You're gonna be the one that saves me.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sim, é pra você.

 Não sei porque você ainda me ama. Tudo que escrevo de mal é direcionado à você. Todas as palavras duras e frias são para te ferir. Toda minha ira tem endereço.
 Na verdade, acho que eu sei.
 Eu não transpasso o que deveria. Acho que pra você só aparece a doçura. Todo o amargo está retido em mim.
 Achei que seria impossível, mas eu tenho um novo amor. Você foi substituíd-. Mas de alguma forma, você está tirando esse amor – mais uma vez. Ele já está acabando. Eu já perdi a essência de amar. Agora o que tenho é apatia.
 Chego a pensar que não é proposital. Mentira. Acho que é tudo muito bem calculado. E quando uma ferida começa a querer cicatrizar, subitamente, você encosta e...  Já era. Reaberta está.
 Perceba, mais palavras ásperas. E você, como de costume, vai achá-las bonitas. Quero perder totalmente o vínculo, mas você reaparece.
Não, dessa vez não vou pedir perdão. Vou esperar você chegar até mim. Quero ver você implorar pra me ter novamente. Mais uma mentira. Quem pede desculpas nessa relação não é você. Mesmo quando você está completamente sem razão, acho melhor me desculpar pelos teus erros em nome da paz. Ou do comodismo.
Eu não quero teus presentes. Não quero teus sorrisos. Cansei dos teus abraços. Quero te perder, mas você me acha.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Exatamente.

Como você saberia?
O bilhete na porta do teu carro não ficou claro.
Eu não falei alto o suficiente na sua secretária eletrônica.
Minhas lágrimas não eram tão molhadas assim.
E agora, como ficamos?
Ah, da melhor maneira possível.
Eu não sinto dor mesmo.
Não existe culpa em você.
Mas por que toda essa delicadeza?
Não faz sentido mesmo, sou sempre tão gélida.
Uma pedra bateria mais que o meu coração.
Talvez um gelo, como você sempre diz.
Quanta ironia. Pra quê?
Não quero falar a verdade.
Eu não suportaria.
Muito menos você.
Pretende parar?
Quando a vida estiver no fim.
Quando a vida estiver por começar de novo.
Quando a vida não quiser mais.
A propósito, quem é vida?
Aquela que você menospreza.
Aquela que eu sempre quis feliz.
Aquela que eu fracassei.
Cadê teu deus agora?
Acho que você destruiu.
Acho que nunca houve um.
Sempre criei personagens mesmo.
Mas e agora, como proceder?
Da única maneira plausível.
Como uma dama, uma princesa.
Sorrindo.
Resolveria?
Nunca falhou.
Pelo menos na superfície.
Melhor seria se você respondesse essa.
Desde quando você é assim?
Depende.
Fria, hoje.
Ingênua, sempre.
Feliz?
Como estaria?*
Por que não seria?*
Certo?*
Por que não me responde direito?
Você não sabe as perguntas.
Você não quer de fato saber a resposta.
Como se alguém realmente desse a mínima.
Mas eu te conheço tão bem, como não me interessaria?
Excelente pergunta.
Quem mudou não fui eu.
Você sabe muito bem como responder.
Está cansada?
Um pouco.
Não muito.
Sim.
De que?
Era mentira.
De tudo.
Deixa pra lá.
Por que sempre três respostas?
Pra você escolher a melhor.
Pra você excluir a pior.
Porque eu quero.
Está arrependida?
Claro que não.
Nem um pouco, não me arrependo de nada.
Eu minto às vezes.
Quantas perguntas restam?
Quantas eu suportar.
Quantas respostas eu tiver.
Muitas.
Acabou?
Mesmo se eu quisesse.
Nunca acaba.
Sim.
*Perguntas extremamente retóricas e estúpidas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Amor,

aquele que a gente faz.

Aparentemente, tudo começa com o olhar. Por mais óbvio que isso pareça, ele muda quando se desperta o desejo.
E como se estivesse no modo automático, sorrisos maliciosos tentam aparecer nos rostos que se conhecem tão bem.
E então, o passe de mágica : os mesmo lábios que sorriam, agora estão juntos. Movimentam-se, a princípio, lentamente.
Depois de poucos segundos, esses movimentos são acelerados e, inevitavelmente os corpos estão por inteiro unidos.
A mão que segura forte a cintura, não fica por mais que dois segundos lá. A essa altura, a tensão já está maior que qualquer outro sentimento.
Os olhos anseiam por uma visão mais bela. E quando o calor aumenta, algumas partes cobertas sentem a imensa vontade de respirar. Então, peça a peça é despida.
E, por mais incrível que possa parecer, os corpos conseguem ficar mais próximos ainda. E quando essa fusão está completa, suor, afagos, e respirações ofegantes são comuns.
Os batimentos cardíacos parecem não funcionar direito, estão mais rápidos que o habitual. Os olhos teimam em virar pra cima.
Pronto, os músculos da perna se contraem e por um segundo esquecem-se de respirar.

- respirações -

Os corpos estiram-se na cama. Beijos calmos, afagos no cabelo.
Olhos fechando, fechando, fechados. Sono eterno até que ela acorda, querendo parar de respirar de novo.

Aparentemente, tudo começa com o olhar.