Só eu sei o que é ser furacão quando te pedem calma.
Só eu sei o que é ser labareda quando se espera indiferença.
Só eu sei o que é ser amável quando te disferem socos.
E nessa vida o que é seguir as normas?
O que fazer quando esperam de você o pior?
E mais difícil: O que fazer quando esperam o melhor?
Só eu sei o que é ser julgada sem fazer sequer um movimento.
Só eu sei o quanto eu dei de amor e recebi em dobro.
E mais que isso, só eu sei o quanto isso é ruim.
Até onde a culpa é minha por não ter amado o suficiente?
Como eu poderia saber que o meu amor verdadeiro ainda estava por vir?
Quem poderia prever um final tão feliz, senão os contadores de histórias de princesas?
Só eu sei do prazer de uma reviravolta.
Só eu sei o que é amar sem qualquer tipo de limite.
Só eu sei o que ter e necessitar de alguém, um certo alguém.
Será que eu sou suficiente?
E se ela achar que não?
O que seria de mim?
Só eu sei o que é ter luz.
Só eu sei o quanto eu amo.
Só eu sei o que é "para sempre".
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Duas faces, uma moeda.
O sentimento é puro amor.
Sou consumida pela violência da paixão.
Só quero te abraçar pra sempre.
Se fosse um pouco mais forte, rasgava suas roupas permanentemente.
Carinho de almas quase fraternas.
Ouvi dizer que almas podem ser incestuosas demais.
Passaria horas só a observar seus olhos.
Passo dois minutos perto e é o limite pra não beijar todo o corpo.
Colocaria minha mão no fogo pela tua palavra.
Não precisa sequer de palavras pra acender o fogo.
Entendo seu silêncio e respeito-o com obediência.
Adoro os seus gemidos, seus gritos de quem o calar já não sustenta.
Sorrio para as pessoas que me apresentas como seu passado.
Mantenha-as longe, sou capaz de apoteóticos assassinatos.
Perfeita dama e educada para a sua família.
Incompreendida e desrespeitosa frente a minha.
Gosto do sorriso, desse seu leve jeito de viver.
Sua boca é meu paraíso, e prefiro seu peso a me derreter.
Toque suave, beijos sutis.
Trancafiar de músculos e arrepios sem fim.
Seu gosto de cigarros inconfundível e delicioso.
Seu gosto de mel, misturado ao céu que eu beberia até sobrar só o osso.
Tenho certeza que isso tudo vai durar eternamente.
Fique certa que é para além do sempre esse ardor incandescente.
Sou consumida pela violência da paixão.
Só quero te abraçar pra sempre.
Se fosse um pouco mais forte, rasgava suas roupas permanentemente.
Carinho de almas quase fraternas.
Ouvi dizer que almas podem ser incestuosas demais.
Passaria horas só a observar seus olhos.
Passo dois minutos perto e é o limite pra não beijar todo o corpo.
Colocaria minha mão no fogo pela tua palavra.
Não precisa sequer de palavras pra acender o fogo.
Entendo seu silêncio e respeito-o com obediência.
Adoro os seus gemidos, seus gritos de quem o calar já não sustenta.
Sorrio para as pessoas que me apresentas como seu passado.
Mantenha-as longe, sou capaz de apoteóticos assassinatos.
Perfeita dama e educada para a sua família.
Incompreendida e desrespeitosa frente a minha.
Gosto do sorriso, desse seu leve jeito de viver.
Sua boca é meu paraíso, e prefiro seu peso a me derreter.
Toque suave, beijos sutis.
Trancafiar de músculos e arrepios sem fim.
Seu gosto de cigarros inconfundível e delicioso.
Seu gosto de mel, misturado ao céu que eu beberia até sobrar só o osso.
Tenho certeza que isso tudo vai durar eternamente.
Fique certa que é para além do sempre esse ardor incandescente.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Sortilégio
Num breu criativo, ela me aparece feito um raio.
Veloz, branca, cheia de luz e incapaz de ver a força que tem sobre meu tão frágil corpo mortal.
O insight começa com um jogo quase de azar, com aquela dose conhecida de dor para tornar tudo mais divertido.
Criando situações insuportáveis para dois seres tão descontrolados de ardor.
Parece magia ou algum tipo de bruxaria que nos afeta tão profissionalmente, que a visão turva, ainda só na imaginação causa estragos emocionais.
O corpo, feito um bloco maciço de alumínio jogado à lenha acesa, reage a cada estímulo tão abruptamente, que causa espasmos.
Um dia eu encontro um vidro escrito "Drink me", desse mesmo que a Alice achou naquele país das maravilhas.
Bebo todo o seu conteúdo e fico do tamanho de um morango.
Assim, posso perpassar por toda a superfície daquele raio branco, desfrutando de cada ínfimo detalhe.
Quando estiver completamente embriagada de paixão, volto ao tamanho de origem pra fazer o raio trovejar alto em meus ouvidos.
É naquele momento de completa paralisação e contração do bloco de alumínio que ele derrete e fica líquido como uma água brilhante.
Encontro fatal esse do alumínio com um raio.
Mas ao contrário do que parece, os dois corpos renascem a cada tempestade e nunca se aniquilam.
Não é assim que conta a lenda?
Veloz, branca, cheia de luz e incapaz de ver a força que tem sobre meu tão frágil corpo mortal.
O insight começa com um jogo quase de azar, com aquela dose conhecida de dor para tornar tudo mais divertido.
Criando situações insuportáveis para dois seres tão descontrolados de ardor.
Parece magia ou algum tipo de bruxaria que nos afeta tão profissionalmente, que a visão turva, ainda só na imaginação causa estragos emocionais.
O corpo, feito um bloco maciço de alumínio jogado à lenha acesa, reage a cada estímulo tão abruptamente, que causa espasmos.
Um dia eu encontro um vidro escrito "Drink me", desse mesmo que a Alice achou naquele país das maravilhas.
Bebo todo o seu conteúdo e fico do tamanho de um morango.
Assim, posso perpassar por toda a superfície daquele raio branco, desfrutando de cada ínfimo detalhe.
Quando estiver completamente embriagada de paixão, volto ao tamanho de origem pra fazer o raio trovejar alto em meus ouvidos.
É naquele momento de completa paralisação e contração do bloco de alumínio que ele derrete e fica líquido como uma água brilhante.
Encontro fatal esse do alumínio com um raio.
Mas ao contrário do que parece, os dois corpos renascem a cada tempestade e nunca se aniquilam.
Não é assim que conta a lenda?
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Musa bruxa da escuridão
Essa lógica confusa.
Tão comum, tão banal, mas às vezes parece patológico.
Fascínio pela impossibilidade de sucesso.
Desejo exacerbado pela dificuldade de ser feliz.
O simples é confundido com ruim.
Ela ama o improvável.
Se há possibilidade de fazer qualquer tipo de mal, BINGO, é o ideal.
De onde sai esse prazer insano?
Se existe uma teleologia nessa história, elucida-me.
Pra que fim seguirá essa moça?
E por que se importar se é assim que as coisas funcionam pra ela?
Porque era pra ser diferente.
Era pra ter mais sorriso.
Era pra ter mais cor e menos dor.
No meu mundo, é claro.
No meu mundo, só teria amor.
Mas se o que ela precisa é torpor, acredito que estou a seu dispor.
Tão comum, tão banal, mas às vezes parece patológico.
Fascínio pela impossibilidade de sucesso.
Desejo exacerbado pela dificuldade de ser feliz.
O simples é confundido com ruim.
Ela ama o improvável.
Se há possibilidade de fazer qualquer tipo de mal, BINGO, é o ideal.
De onde sai esse prazer insano?
Se existe uma teleologia nessa história, elucida-me.
Pra que fim seguirá essa moça?
E por que se importar se é assim que as coisas funcionam pra ela?
Porque era pra ser diferente.
Era pra ter mais sorriso.
Era pra ter mais cor e menos dor.
No meu mundo, é claro.
No meu mundo, só teria amor.
Mas se o que ela precisa é torpor, acredito que estou a seu dispor.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O amor não é cego, é mortal.
Agora sim. Depois de todo esse tempo, eis que você entendeu.
Ou fingiu entender toda a insanidade presente naquelas lágrimas.
É uma necessidade quase que fisiológica de estar perto.
Aliás, tá aí uma coisa que eu nunca entendi direito:
Por que o psicológico não é considerado parte fisiológica, se o cérebro e todos seus ajudantes fazem parte dessa casca que a gente carrega pra cima e pra baixo?
Mas isso não é importante.
Nada disso é importante.
O problema é que eu não suporto a ideia de você ter tocado outras pessoas na vida, antes de mim.
Não suporto imaginar que o que hoje eu chamo de minha propriedade, já foi amado com parte do meu afinco.
E que esses lábios estiveram em outras bocas, fazendo outras pessoas felizes.
Não suporto.
Se eu fosse escolher um super-poder, seria o controle da mente.
Mas não pense que é a mente alheia, queria poder controlar a minha mente.
E parar de imaginar cenas para o meu sofrimento voluntário.
Consequentemente, pararia de esgotar sua paciência com minhas crises infantis e completamente sem sentido.
Mataria por amor.
Mataria seu passado, incluindo pessoas.
Mataria seu futuro, se eu me visse sem você.
Mataria você.
Mataria você por amor.
Ou fingiu entender toda a insanidade presente naquelas lágrimas.
É uma necessidade quase que fisiológica de estar perto.
Aliás, tá aí uma coisa que eu nunca entendi direito:
Por que o psicológico não é considerado parte fisiológica, se o cérebro e todos seus ajudantes fazem parte dessa casca que a gente carrega pra cima e pra baixo?
Mas isso não é importante.
Nada disso é importante.
O problema é que eu não suporto a ideia de você ter tocado outras pessoas na vida, antes de mim.
Não suporto imaginar que o que hoje eu chamo de minha propriedade, já foi amado com parte do meu afinco.
E que esses lábios estiveram em outras bocas, fazendo outras pessoas felizes.
Não suporto.
Se eu fosse escolher um super-poder, seria o controle da mente.
Mas não pense que é a mente alheia, queria poder controlar a minha mente.
E parar de imaginar cenas para o meu sofrimento voluntário.
Consequentemente, pararia de esgotar sua paciência com minhas crises infantis e completamente sem sentido.
Mataria por amor.
Mataria seu passado, incluindo pessoas.
Mataria seu futuro, se eu me visse sem você.
Mataria você.
Mataria você por amor.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Profanando a vida.
Sem vontade de comer, nada parece ter o gosto certo.
Forçada a esquecer que a idade não faz diferença.
Preguiça de viver.
Tudo anda tão cheio de um monte de nada completamente vazio.
Me irrita pensar que é isso mesmo e que vai ser assim para sempre.
Não quero enormes vazios de nada.
Preciso de vazios cheios de tudo.
Cores, formas, fôrmas diferentes, sem moldes.
Não há mais espaço para o pré-determinismo de outrora.
Eis o momento de celebrarmos nova aurora.
De quem foi a ideia de dizer que um dia tem uma ou vinte e quatro horas?
Conto minhas horas pelos fatos.
Como posso considerar um dia perdido?
Isso não existe.
Acredita mesmo que em todo universo só tem a gente aqui?
Que pena se isso for verdade!
Humanos ainda tão medíocres.
Por isso eu prefiro os animais.
Eles não tem o tal do livre-arbítrio divino, eu sei.
Mas tem o coração puro.
Já dizia o excelentíssimo Nietzsche sobre as vaquinhas.
Sobre como funciona sua memória, e que é este o motivo para tanto desprezo aos problemas.
Deveríamos ser como as vacas.
Forçada a esquecer que a idade não faz diferença.
Preguiça de viver.
Tudo anda tão cheio de um monte de nada completamente vazio.
Me irrita pensar que é isso mesmo e que vai ser assim para sempre.
Não quero enormes vazios de nada.
Preciso de vazios cheios de tudo.
Cores, formas, fôrmas diferentes, sem moldes.
Não há mais espaço para o pré-determinismo de outrora.
Eis o momento de celebrarmos nova aurora.
De quem foi a ideia de dizer que um dia tem uma ou vinte e quatro horas?
Conto minhas horas pelos fatos.
Como posso considerar um dia perdido?
Isso não existe.
Acredita mesmo que em todo universo só tem a gente aqui?
Que pena se isso for verdade!
Humanos ainda tão medíocres.
Por isso eu prefiro os animais.
Eles não tem o tal do livre-arbítrio divino, eu sei.
Mas tem o coração puro.
Já dizia o excelentíssimo Nietzsche sobre as vaquinhas.
Sobre como funciona sua memória, e que é este o motivo para tanto desprezo aos problemas.
Deveríamos ser como as vacas.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Tudo para os que amam
E as frases clichês que são tão perseguidas
Aposto que os seus odiadores não podem esperar para serem ouvidas
Esses romantismos e sentimentalismos de filme pipoca
São tão rejeitados quanto invejados
Nem todo mundo consegue criatividade suficiente
Pra descrever o que sente
É para essas pessoas que os clichês são válidos
Eles pulverizam amores por todos os lados
Eu poderia listar os mais batidos, os comuns, os mais riscados
Mas provavelmente seria interpretada ao contrário
Apresento o maior.
De todos considero o rei dos clichês
Mas tão sonhado em ser ouvidos por vocês
Posso ver seus rostos de interna contradição
Quando chegarem ao fim desta canção
Quantos corações partidos
Quantos sorrisos abertos eternamente
Quantas vidas formadas
Quantas lágrimas não foram derramadas
Tudo por um único clichê
O que diz "Amo você!"
Aposto que os seus odiadores não podem esperar para serem ouvidas
Esses romantismos e sentimentalismos de filme pipoca
São tão rejeitados quanto invejados
Nem todo mundo consegue criatividade suficiente
Pra descrever o que sente
É para essas pessoas que os clichês são válidos
Eles pulverizam amores por todos os lados
Eu poderia listar os mais batidos, os comuns, os mais riscados
Mas provavelmente seria interpretada ao contrário
Apresento o maior.
De todos considero o rei dos clichês
Mas tão sonhado em ser ouvidos por vocês
Posso ver seus rostos de interna contradição
Quando chegarem ao fim desta canção
Quantos corações partidos
Quantos sorrisos abertos eternamente
Quantas vidas formadas
Quantas lágrimas não foram derramadas
Tudo por um único clichê
O que diz "Amo você!"
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